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Artigo sobre soluções de engenharia de baixo custo vira capítulo de livro

O capítulo aborda as maneiras de atender a questões de mobilidade reduzida para pessoas com deficiência

“Aprender a fazer fazendo”. É com esse lema que os cursos de Engenharia do Grupo Nobre são instruídos por seus docentes. E foi desse jeito que um artigo, dentre vários desenvolvidos dentro do projeto “Por entre ruas e calçadas”, publicado no 47º Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia e 2º Simpósio Internacional de Educação em Engenharia da ABENGE (COBENGE 2019), virou capítulo do livro intitulado “Educação no século XXI”, que trata exatamente sobre o assunto.

A coordenadora geral das Engenharias do Grupo Nobre, Bianca Figueirêdo, cita quais são as Engenharias existentes no grupo. Ela ainda reafirma o lema do curso. “O Grupo Nobre possui seis Engenharias: Civil, Elétrica, Mecânica, Química, Ambiental e Sanitária, e de Produção. Nós promovemos a interação entre elas, desenvolvendo projetos nos quais as seis conversam entre si, cada uma com suas atribuições. O Grupo Nobre entende que o aluno aprende a fazer fazendo, então, em todos os semestres existem projetos integradores onde os alunos entregam produtos”, disse.

A professora comenta sobre como foi o processo de elaboração do artigo, produzido por discentes de primeiro e segundo semestres. Segundo ela, os próprios veteranos se surpreendem com o nível dos projetos desenvolvidos por alunos tão novos na faculdade.

“Para realizar esse artigo, os professores responsáveis conseguiram fazer uma interação entre alunos de primeiro e segundo semestres. É mais importante ainda, pois insere nesse processo alunos de semestres iniciais. Os próprios veteranos, quando assistem o que os calouros apresentam, ficam estarrecidos ao ver o nível dos projetos desenvolvidos por esses alunos”, ressaltou.

Ivonete Maciel Oliveira, que é professora das Engenharias do Grupo Nobre, dá mais detalhes sobre a realização do projeto. “Em todo semestre, nós trabalhamos com temáticas que são passadas pela coordenação. Em 2019, nossas temáticas foram Sustentabilidade, Mobilidade e Acessibilidade. Nos primeiro e segundo semestres, nós ficamos com Acessibilidade e Mobilidade. Com isso, desenvolvemos projetos, trabalhando com metodologias ativas, que é o ‘aprender a fazer fazendo’, em cima de uma problemática, que é justamente o PBL (Problem based learning, que, traduzindo, significa Aprendizado Baseado em Problemas)”, e continuou.

“Selecionamos materiais com baixo custo, mas que tivessem qualidade, já que iríamos oferecer esses produtos à comunidade. Então, desenvolvemos cadeiras de rodas, andadeiras, oferecemos para pessoas da comunidade, para a APAE. Os alunos tinham todo um trabalho para pesquisar, escolher o material com peso adequado, com todas as medidas, pois, já que estávamos lidando com vidas, não poderíamos causar danos às pessoas”, frisou.

De acordo com a professora, os alunos desenvolveram, ainda, o desenho desses produtos, desde o início até o projeto final. “Os alunos tiveram todo um suporte. A cada semana, eles entregavam uma parte do projeto para ser agregada ao material final. Nós trabalhávamos com eles qualidades que o século está precisando, já que é um século de tecnologia. Frisávamos o fato de ter que compartilhar, ter raciocínio lógico, trabalhar em equipe. Era isso que fomentávamos”, comentou.

O professor Aldi Rui Morais, que também leciona nas seis Engenharias do Grupo Nobre, comenta sobre qual foi a reação quando soube que o artigo baseado no projeto virou capítulo de um livro. “Foi gratificante, porque, tanto professores quanto alunos, viram o trabalho ser recompensado de forma brilhante, haja vista que o projeto teve um cunho social, já que trabalhou com pesquisa, com desenvolvimento dos conteúdos diversos, com realização de interdisciplinaridade, e levou o aluno a um nível de satisfação muito grande com aquelas técnicas que foram postas em prática através do projeto”, avaliou.

De acordo com o professor, o projeto foi dividido em alguns níveis de dificuldade: foram desenvolvidos andadeira para crianças que não tinham mobilidade alguma e precisavam dos pais para a locomoção; andadeira para crianças com alguma mobilidade; cadeira de rodas automatizada e não automatizada; além do triciclo. “Foi um projeto muito satisfatório. Vale ressaltar que cada projeto desse teve um padrinho, um profissional que colocamos como uma exigência. Era necessário ter um suporte técnico desses profissionais”, lembrou o docente.

A intenção do Grupo Nobre é proporcionar aos alunos das Engenharias atividades que os façam ter proatividade, e não que lhes prendam na sala de aula, como afirma a coordenadora Bianca Figueirêdo.

“A importância desse projeto é fomentar ainda mais a prática como a melhor forma de aprendizagem. Nós, do Grupo Nobre, não queremos os nossos alunos presos na sala de aula, então todos os componentes curriculares requerem a apresentação de um produto no final, desde um seminário, passando pela criação de uma rede social, até um produto, como foi o caso dessas cadeiras de rodas, que foi apresentado e virou um capítulo de livro”, findou. O capítulo que foi baseado no artigo do projeto “Por entre ruas e calçadas” tem o título “Soluções da engenharia de baixo custo, para atender a questões de mobilidade reduzida para pessoas com deficiência”. O livro “Educação no século XXI” é da Editora Poisson, de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e foi publicado em 2019.

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